Os melhores presentes são aqueles que não custam caro

12:20 O Amor Se Fez 0 Comentarios




Beijo na boca, abraço apertado, sorriso no rosto, coração apaixonado. Banho de mangueira, sorvete de sobremesa, petiscos com seu amor, encontros de surpresa. Feriado prolongado, cinema no domingo, banho gelado no verão. Dinheiro perdido no bolso, carnaval no meio do povo, comida feita na hora, conversa boa sem demora. Pôr do sol na beirada da praia, chuva caindo lá fora, música preferida tocando no rádio, ver seu time ganhar de goleada no estádio. Chocolate quente no inverno, ganhar uma promoção, jantar a luz de velas, amor sem moderação.
Se engana quem acredita que para distribuir amor é necessário uma conta bancária robusta, uma carteira recheada ou um terno alinhado. Está equivocado quem se esconde por trás da máscara mal feita da indisponibilidade para justificar a malícia e o descompromisso da falta de assistência. Se trapaceia quem acha que amor se compra com moeda corrente, com caríssimos presentes ou um monte de luxo material. Muito se atrapalha quem culpa o dinheiro pela ausência de possibilidades, mais ainda pela felicidade, justamente porque as melhores surpresas da vida são de graça, de bom grado, são oferecidas de coração.
Reciprocidade, permanência e afeto são desses pequenos requintes de delicadeza que não têm preço. Não têm etiqueta que rotula, não têm valor de mercado, muito menos entram em liquidação. Dinheiro facilita muita coisa, isso é verdade. Um pedaço de papel de grande valor nos permite viagens robustas, jantares cheios de ostentação, e presentes com prestações a perder de vista. Mas isso de fato preenche o vazio de alguém? Desfilar com as melhores roupas, os sapatos mais caros, as selfies nos lugares mais badalados é garantia de amor, troca e entrega? Definitivamente, não.
As melhores coisas da vida são de graça, e as que custam muito pouco. Quando a vida nos presenteia com alguma situação, com algo material, ou com alguma experiência palpável decorrente de tudo isso, é o que está implícito por trás de todo o processo que realmente agrega valor ao momento. É o cuidado que a pessoa teve de comprar um chocolate bem simples do ambulante na rua, porque sabia que você ia gostar depois de um dia árduo de trabalho. O zelo de te pegar em algum lugar no meio daquele dia super estressante, simplesmente para comer aquele sanduíche delicioso que você tanto almejava no fim de semana.

O que tudo isso tem em comum? O sentimento que foi empregado, o carinho destinado, a dedicação disposta a você e não exatamente ao presente em si. Uma folha de papel com valor comercial adquire muita coisa, mas o que é realmente essencial na travessia da gente não pode ser comprado. Ainda bem. Ainda prefiro um romance de pés no chão e cabeça nas estrelas.

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