Amor em Declínio - XIII Capítulo

22:40 Ana Caroline Carvalho do Nascimento 0 Comentarios


XIII Capítulo



Ajoelhou-se! Sim, Ela conseguiu! Deixou seu coração falar por si, estava um tanto intimidada ao ouvir tantas pessoas clamarem ao mesmo tempo, não sabia como proceder e ao quê dá atenção, até que sentiu as mãos do Renato sobre as suas, e incrivelmente seu coração começou a falar:

- Senhor, obrigada pelo Teu anjo aqui na terra para me orientar e me aliviar de tantas dores, que ele não seja um amor em declínio, este que eu sinto por meus familiares mas que não sei administrar, não consigo confiar nem sentir segurança. Desvenda meus olhos para a realidade e que eu saiba fazer tudo conforme tua maneira. Obrigada, Pai!

Era sua primeira oração, Liz  nunca tinha feito isso antes e se sentia inferior aos demais fiéis, que demoravam tanto tempo ajoelhados e orando com fevor. Mas além disso, a sensação de que tinha mais alguém por ela era muito superior. Liz sentia-se apoiada e feliz com sua nova amizade, Jesus Cristo.

Encerrando aquele momento, Liz conheceu alguns amigos de Renato, que por sinal, a acolheram muito bem, mas logo pediu para que o mesmo a levasse para casa com receios de que o Marcos pudesse fazer algo por vingança à sua saída com sua família. O que fez Renato questioná-la:

- Você não gostou da noite, Liz? Porque a pressa?

- Não foi isso, Renato. Eu simplesmente amei! Mas não posso demorar, você viu o quanto meu padrasto é exigente, não admitiria chegar tão tarde. Respondeu Liz.

- Claro!E por falar nele... algo naquele homem me intriga. Acho que ele não gostou de mim. O que você acha? Retrucou Renato.

- Ele é assim com todo mundo. Tire isso da sua cabeça! Falou Liz desconfiada sem muitos argumentos.

E assim seguiram para a casa de Liz quando se depararam no caminho com os familiares do Renato que voltavam de alguma programação de final de semana. Sorridentes, conheceram Liz e a acharam muito bonita. Mas logo Renato se despediu-se tentando evitar a duração deste encontro.

Liz percebeu a indiferença do rapaz mas achou melhor guardar para si, não queria finalizar a noite com um mal estar. Despediram-se com abraços e beijos um tanto frios da parte de Liz e assim findou-se a noite.

A menina entrou em sua casa desnorteada, mal cumprimentou seus avós que ainda a aguardavam na sala sonolentos. Correu para seu quarto tirar toda aquela roupa e questionar-se o que tinha de errado para que nada acontecesse de forma agradável em sua vida.
Procurava então seu mais novo amigo em seu pensamento para desabafar:

- Eu lhe conheci numa noite não muito propicia, na verdade, nenhum momento agora é! O que será que eu tenho para que nada dê certo em minha vida?
Até que chegou uma mensagem no seu celular:

“Senti que você não se agradou muito da nossa primeira noite. Me desculpe, Liz!”

-Será que devo responder? E agora, Senhor? Questionava-se Liz.
Continua...

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