Amor em Declínio- VIII Capítulo

20:49 Ana Caroline Carvalho do Nascimento 0 Comentarios



VIII Capítulo




Sr. Dálio desencorajou-se ao ouvir chamados da sua filha Sanny vindo de seu quarto. A mesma estava incomodada com as queimaduras em seu rosto e sentia falta do Marcos que já fazia alguns minutos que estava ausente.
Então o avô de Liz estava à caminho de ver o que a sr.Sanny estava precisando quando se deparou com Marcos saindo do quarto de sua neta juntamente com a mesma, assustados e ofegantes, preocupados também com o que a srª. Sanny poderia estar precisando.

- Mas o que é isso? O que você estava fazendo no quarto de Liz uma hora dessas Marcos? Perguntou o vovô desconfiado.

Ambos tentaram responder juntos com pressa de dar alguma desculpa mas Marcos deu prioridade à Liz que sobressaiu-se.

- O Marcos me ouviu chorando vovô, então veio ver o que estava acontecendo e foi muito gentil me aconselhando com algumas palavras. Respondeu Liz acanhada sem conseguir olhar nos olhos do seu avô.

Sr. Dálio muito esperto não se contentou com a resposta da neta e prometeu para si mesmo permanecer com os olhos abertos.

Indo todos ao encontro da Sr. Sanny, viram que esta estava relativamente bem, recolhendo-se em seguida cada qual em seus quartos.

Liz estava vivendo um pesado pelo qual desejava acordar rapidamente, mas se encontrava presa nos seus próprios porões pessoais, acorrentada pelos seus medos,  refém de seus pensamentos e limitada pela covardia. Imaginava se todas as pessoas viviam situações parecidas, se cada uma carregava consigo um dilema que poderia ser capaz de definir o caminho de suas vidas, porém, com a diferença de que muitos se tornavam escravos destas mesmas enquanto outros se tornavam coronéis meliantes de outros.
Enquanto a mocinha viajava em suas emoções e sentimentos em detrimento de sua imaginação, ouviu seu celular tocar... Nele contia a seguinte mensagem:
Oi. Você está aí? Queria te desejar uma ótima noite. Em meio a minha insônia me encontrei com você no meu pensamento, espero poder encontrar-me também pessoalmente com você em breve.
Ass. Renato.

Os olhos de Liz brilhavam e pela primeira vez desde que sua vida passou a ser uma catástrofe, foi dormir com esperança de sonhar com alguém e algo bom. Era os sintomas do amor que se confundiam em seu coração em meio a tantos outros sentimentos degeneráveis. Liz aprendia a usar seu coração gradativamente, este tão pequenino se tornara grande para tantas emoções e exigia um certo compartilhamento com a razão. Era difícil manter essa ligação, mas algo mais forte a movia, lhe permitia saber como agir e continuar vivendo, era o amor.

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